GOL DO DRAGÃO!

Aquele momento mágico do futebol quando o Atlético Goianiense marca um gol fora de casa e as cameras de TV se viram para a torcida do time visitante.

(Gols contra o Bahia, Santos e 2 contra o Flamengo - todas imagens do SporTV)

As mais lamentáveis canções dos beatles

Na minha opinião, é claro. Não me obriguem a comentar cada uma delas. 


Desenhos que fiz em cima de folhas do calendário, 2 anos atrás. Não gosto a ponto de guardar, mas não acho tão ruins a ponto de jogar fora sem tirar uma foto. 

Desenhos que fiz em cima de folhas do calendário, 2 anos atrás. Não gosto a ponto de guardar, mas não acho tão ruins a ponto de jogar fora sem tirar uma foto. 

Bauhaus Bangalot (1996)

Um filme que eu nunca filmei.

A voluptuosa Judy Mercury seria apenas mais uma suspeita que Pete Falco, o mais famoso especialista em leitura de mente do FBI teria que interrogar, porém uma descoberta surpreendente entre as memórias de assassinatos a sangue frio realizados pela jovem estaria para mudar a história dos dois: ela é filha de Doctor Taskent. 

Falco tenta manter em sigilo sua descoberta, sabendo da gravidade do cenário caso o paradeiro de Doc fosse descoberto. Ele só divide a informação com L. Demo, Codinome de Leandro Demiro, um antigo companheiro da academia militar. O que Falco não suspeita é que L. Demo é um agente duplo a serviço da B.A. italiana, uma organização paramilitar que caça Doc para obter a fórmula da toxina TD40 e assim chantagear governos ao redor do globo. 

Pete Falco invade o QG do FBI, sequestra a jovem Judy e sai a caça do seu pai escondido em algum lugar do Mediterrâneo. Atrás dele o governo americano, o FBI, L.Demo e os Paramilitares. Do lado dele as esperanças de toda a humanidade. 

Sindrome de John Casenco

Vendo umas temporadas antigas, me dei conta que eu não estava na audiência quando Os Simpson deixaram de ser geniais. 

“Vamos repassar as regras: Não podem vencer o jogo sem entornar uma cerva, qualquer homem que fizer ponto tem que enxugar uma cerva, todos tem que enxugar uma cerva a cada ponto ímpar e o quarto ponto é o ponto da ceva”.

“Pera ai, a gente sabe como jogar Baseball”. 

Ruim é sentir falta do humor na medida certa das primeiras temporadas, terrível é perceber que qualquer formato fixo de algo sempre esgota as possibilidades criativas. O desafio é estar presente na hora que os formatos mudarem.

Grenalização

23 anos depois de assumir a CBF e transformar ela em um feudo, Ricardo Teixeira renunciou. Foi forçado, foi aos trancos e empurrado, mas aconteceu. Ninguém sabe o que vai acontecer - se o dirigente vai conseguir deixar seus herdeiros políticos no lugar ou se existirá uma renovação. 

O fato é que parece existir uma esperança. Diferente do que acontece na imprensa esportiva do Rio Grande do Sul.

Aqui, ligo o rádio para ouvir as notícias e em todas as rádios só o que se escuta são palpites e opiniões sobre o futebol do André Lima, se o Leo Gago tem se aventurado demais no ataque, sobre um tal de Pablo Escobar e nada de Ricardo Teixeira. Uma delas, inclusive, se orgulhando de ter 85% da audiência do horário.

Durante o horário dos debates do meio dia, as rádios se isentam totalmente de fazer jornalismo. Nada do assunto mais aguardado do momento e seus desdobramentos locais.

Estas mesmas rádios, comunicadores e jornalistas que enchem o peito para clamar pelo fim da grenalização quando são criticados, ou para tirarem as cores dos clubes em questões como a Arena do Grêmio, a Andrade Gutierre e a reforma do Beira-Rio. 

Só nos resta as mídias online. Aposentem-se, ou aposentaremos nossos rádios. 

Chuva chegando através das fotos de meus amigos. Hoje em dia ninguém senta longe da janela. 

Carta aberta a Bruno Medina

Mimimi, mimimi, mimimi.

(entrando na onda de cartas abertas, depois de ler a carta aberta de Bruno Medina a Michel Teló).

Jogo “Bidê ou Balde”

O Objetivo do jogo é escrever uma letra para a banda Bidê ou Balde em até 3 minutos, sem corrigir nenhuma palavra ou parar para pensar. A canção fica disponível para divisão da autoria com a Banda.

A minha se chama: EU DESISTO

(verso)
BABY TU ENTENDE MAIS DE AMOR DO QUE… EU
BABY FALA MINHA LINGUA QUE O GATO CU… MEU
BABY TU NÃO PERDE A CHANCE DE ME VER ASSIM POR BAIXO
BABY EU NÃO ME CANSO DE SER TEU CAPACHO
(refrão)
Ó, SUZANA CANTOU O MENINO DO DISCO AZUL
DIZEM QUE ROCK BOM SE FAZ AQUI NO SUL
ENTÃO EU DESISTO 
EU DESISTO DE IR PRA MANAUS
EU DESISTO 
BABY EU DESISTO 
E FICO TRI MAUS
(verso)
BABY TU ENTENDE MAIS DE AMOR DO QUE… EU
BABY FALA MINHA LINGUA QUE O BETO BRUNO METEU
(Vocalista sussurra meio rap-de-branco)
OLHA SÓ QUERIDA, VAMOS PARA A CASINHA JOGAR BANCO IMOBILIÁRIO OU FALAR DE NAMORADOS ANTIGOS E MENINAS QUE FICARAM GORDAS. TEU ROMANCE ´E FEDIDO E TEU PIRCING ESTA SEM COR, NAO ME CANSO DO SISTEMA DE PLANTATION…
(refrão)
Ó, SUZANA CANTOU O MENINO DO DISCO AZUL
DIZEM QUE ROCK BOM SE FAZ AQUI NO SUL
ENTÃO EU DESISTO 
EU DESISTO DE IR PRA MANAUS
EU DESISTO 
BABY EU DESISTO 
E FICO TRI MAUS

Ou: me contem o que aconteceu no vestiário em 98

Nós que não gostamos de palhaços passamos alguns apertos na infância. Ainda bem que a gente cresce e pode passar a evitar ir em circo, assistir SBT de manhã e aprende a atravessar a rua quando vê um grupo teatro de rua na nossa frente (e acho que todo mundo deveria fazer isso). 

Minha única preocupação atual em relação a palhaçadas são os tais “doutores da alegria”. Acredito que o tempo dos nobres Robbin Williams e o meu pode ser melhor aproveitado, principalmente quando se tratar das minhas últimas horas de vida.

Para me motivar, por exemplo, eu gostaria de ser visitado por um “jóquei da alegria”. Posso me imaginar sem forças, vendo um enorme cavalo se acomodar no quarto do hospital derrubando os aparelhos que me mantém vivo, enquanto um franzino rapaz vestindo uma camisa colorida e um chapéu me alcança um bilhete já apostado para um páreo e coloca a TV do quarto no canal do turfe. “Vim aqui para te dar a barbada do oitavo páreo, Eduardo”. 

Para mim e para muitos velhinhos de hoje, isto é o mais perto de um anjo que chegaremos. Por outro lado, se eu estiver sem forças para correr e aparecer um palhaço tentando interagir comigo eu já estarei no inferno mesmo sem ter morrido. 

A Arte de escolher o cavalo errado

“Vamos torcer para o cavalo 5 ganhar” foi o que o rapaz dentro da pista de corrida disse para o senhor de chapéu bem na minha frente. Nisso, o senhor de chapéu deu um tapinha em suas costas e entregou um pequeno punhado de notas de valor médio, que eu calculei ser cerca de 100 reais.

Para esclarecer: o rapaz na pista era um destes acompanhantes de turfe, que guiam os conjuntos até as raias para a largada dos páreos. Ou seja, alguém que vive das corridas de cavalo, e que deve ter bem mais do que 2 ouvidos quando o assunto é que cavalo vai entrar na ponta dos cascos e qual cavalo vai trotear.

Não me contive. Mesmo já tendo apostado em outro animal, corri até o guichê e joguei também no número 5.

O desgraçado do cavalo número 5, alvo da polêmica, sequer aparece na foto - e acabou a prova em penúltimo. O vencedor do Grande Prêmio Bento Gonçalves 2011 foi o conjunto montado por um jockey de camisa azul e grená, (ali na esquerda, de capacete também azul) que no momento da foto ainda comia poeira para depois dar uma arrancada final.

Felizmente foi nele que eu tinha apostado anteriormente, e que me garantiu uma vitória para cobrir o buraco financeiro de ter seguido a informação privilegiada. Obrigado por me tirar do pecado, Stokholder. 

O livro do Revés

Projetos que nunca terminei - parte II

“O Livro da Sorte” é uma publicação pequena, muito barata para se comprar e extremamente popular. Você pode facilmente encontrar o livreto em bancas de revistas junto com cruzadinhas ou em prateleiras de exoterismo em livrarias, mas arrisco dizer que ele é tão presente no mundo que é capaz dele encontrar você antes. Sorte ou azar, foi o que aconteceu comigo. 

Lá por 2001, um destes Livros da Sorte veio como brinde em alguma revista que minha mãe comprou, ele rodou pela casa, de cesto de revistas para a prateleira, para a mesa da sala até encontrar o destino comum de grande parte da papelaria sem pai nem mãe do mundo - a minha mão. 

O livro é apresentado como um manual adivinhatório, que funciona da seguinte forma: você pega ele em suas mãos, mentaliza uma pergunta que você gostaria de ver respondida sobre a sua vida e gira o Livro da Sorte horizontalmente quantas vezes você achar justo. Feito isso, você deve abrir em uma página do livro aleatoriamente e ler o que está escrito. 

Todas as páginas do livro contém 2 versinhos, um de cabeça para cima, e outro de cabeça para baixo, e cada um destes poemas exotéricos confere uma resposta para a sua questão existencial através de sugestões interpretativas. Os cerca de 90 poemas tem como tematica estereótipos humanos, figuras mitológicas e símbolos exotéricos. 

Vamos supor que você quer saber se vai ser chamado para uma vaga de emprego que está de olho. Basta girar o tal livro das adivinhações, abrir e ler o poema que está de cabeça para cima. Digamos que caiu “O Andarilho”, com o seguinte verso:

O Andarilho

O Andarilho baterá muitas portas / E muitas deixará passar / Uma boa notícia vinda de longe/ Está para chegar

O versinho aí em cima é meu, mas posso garantir que os presentes na publicação não são mais complexas que ele. Bom, é de se imaginar que a reposta para a dúvida é um “sim” ou um “talvez”, afinal o Andarilho fala de boas notícias, mas também a vinda de longe pode sugerir que talvez haverá outra proposta de emprego ainda melhor.

Fascinado com a simplicidade (tosquice) e com o fato do livro estar na décima sétima edição, pensei em fazer uma sátira do “Livro da Sorte”. Enquanto 90% do conteúdo em um era positivo, o meu seria absolutamente negativo, e melhor, ainda seria uma espécie de cópia bizarra do original -  para cada figura ou símbolo exotérico eu teria um similar avacalhado. No lugar de “O Andarilho”, eu rimaria com “O Sem terra” - No lugar de  ”Os Peixes”, eu traria “As Piranhas”, e assim por diante.

O QUE FOI FEITO:

O projeto foi pensado em 3 fases. A primeira era listar 92 coisas mundanas ruíns para preencher as páginas do “Livro do Revés”. A segunda era escrever os versinhos para cada um deles e ilustrar os mesmos. A terceira era publicar.

Diversas vezes fiz a primeira fase e diversas vezes perdi esta lista no meio da papelada - vale lembrar que é quase uma década de projeto capengando, e nesse tempo muito papel passa por uma escrivaninha. Nunca cheguei a completar da fase 1, mas posso arriscar que cerca de 80% dela chegou a ser concluída. Contei com a ajuda de amigos para chegar nesse número, e convidei um deles para dividir a autoria do livreto comigo. 

Mesmo sem ter terminado a primeira fase, parti para a segunda, coisa que aprendi ser uma grande burrada, já que é muito difícil retroceder em um cronograma de trabalho, mesmo quando a única pessoa envolvida é você mesmo. Dessa vez não fiz nem 10% da tarefa, e os únicos versos que lembro ter concluído são tão poucos que cabem aqui, e faço questão de dividir com vocês agora: 

O sem terra

Este nômede rural / Faz no campo sua guerra / Preocupar-se é sinal / De que alguém tem terra*

As Piranhas

O coração navega/ Pouco bate e muito apanha / No rio da sua vida / só quem nada é piranha

A Maloca

Tiroteio a todo momento / Ameaçando a nossa vida / Se não for deslizamento /Vai ser bala perdida

AUTOCRÍTICA:

O fracasso do “Livro do Revés” vem da desorganização e da percepção que talvez a piada não valha tanto esforço. Trabalhar com a expectativa de fazer um livro, por menor que seja, fez com que eu pensasse algumas vezes se a obra seria bem aceita. Acabei achando que não.

É uma idéia divertida, mas talvez não tivesse público suficiente para ao menos empatar o dinheiro investido. Bem diferente do original, que conta com um oceano de supersticiosos loucos por um tarólogo, um leitor de borra de café ou guru. 

*trocadilho infâme, antigo e desgastado. Caso não o conheça, peça para alguém perto de você explicar. Obrigado. 

Lagoa Vermelha 2018, O delírio Olímpico Brasileiro.

Projetos que nunca terminei - parte I

A idéia de candidatar uma cidade brasileira para sede dos Jogos Olímpicos de Inverno me ocorreu perto do ano 2000. Naquela época, Turím havia recém conquistado o direito de receber os jogos de 2006, batendo cidades de pouca expressão na eleição do Comitê Olímpico Internacional.

Uma das candidaturas me chamou a atenção: Zakopane, na Polônia. Pesquisei sobre a localidade e tudo que encontrei foram fotos do João Paulo II rezando uma missa de cima de uma estação de esqui e muita, muita neve. O vilarejo parecia bastante distante da capacidade estrutural para receber um evento do tamanho de uma olímpiada, e mesmo assim, os polacos foram lá e se candidataram, entregaram sua proposta, receberam os delegados do comitê e até ganharam alguns votos.

Se uma cidade onde falta tudo, como em Zakopane, consegue, uma cidade do Brasil também consegue. Mesmo sem ter neve. 

Claro que não haveria chances de ganhar, mas a vitória nunca foi o foco do projeto. Durante os anos 90, o Rio de Janeiro tentou repetidas vezes sem sucesso abocanhar os jogos de verão. Para os amantes do esporte, o tal sonho olímpico do Brasil parecia muito distante (mais tarde esse sonho se tornou possível, apesar de ainda parecer bem distante da realidade).

O objetivo do que passei a chamar de “delírio Olímpico Brasileiro” era fazer barulho, e para isso cheguei a planejar algumas formas da idéia se materializar.

A primeira era encontrar um daqueles prefeitos excêntricos do interior do Brasil, do tipo que constrói aeroporto para Ovni ou instala orelhões em forma de abelha, para bancar oficialmente a idéia. A autoridade municipal contaria com o meu apoio para apresentar a proposta para o Comitê Olímpico Brasileiro, e depois para os representantes mundial. Nesse cenário, a vitória suprema seria convencer os delegados a visitar a cidade para conhecer as “instalações” e os aparelhos esportivos locais. 

A segunda forma de transformar a idéia em algo palpável era fazer um curta metragem documental mostrando o engajamento de uma cidade com o plano olímpico. Nesta abordagem, o tal vídeo seria uma propaganda da localidade para o mundo, por isso era preciso arranjar gente que acreditasse na idéia não só do lado de cá da câmera, mas também do outro lado, para dar bons depoimentos. 

Assim surgiu o nome de Lagoa Vermelha. A escolha se deu por dois motivos: o primeiro era que o município já registrou precipitação de neve. Foi há mais de 70 anos, mas aconteceu - assim, acreditava eu, os habitantes poderiam levar minimamente a sério a história todas. Depois, Lagoa Vermelha é um nome que pode ser traduzido para diversas línguas (o que eu na época achava bastante relevante, e hoje não acho mais).

Alguns anos depois, quando eu já havia me dado conta que o projeto estaria engavetado para sempre, tive uma terceira idéia: fazer um filme de ficção sobre o tema. 

O QUE FOI FEITO:

A razão entre tempo pensando neste projeto e tempo executando alguma coisa é ridícula. Nenhuma das formas de fazer o Delírio Olímpico Brasileiro saiu do estágio inicial. Nunca escrevi para nenhuma prefeitura, ou sequer pesquisei os prefeitos que topariam o desafio. Também nunca procurei parceiros  em cidades do interior que poderiam acreditar na idéia.

Pesquisei formas de viabilizar os esportes que precisam de neve em uma cidade quente. Para as competições indoor basta projetar um ginásio com pista de gelo resfriada, já da porta para fora, tudo complica. Seriam necessários resinas que imitam a neve, mas que não são aceitas em competições olímpicas. 

Mesmo sabendo da inviabilidade tecnica, criei parte da programação visual da candidatura. Havia um logotipo em forma de Sol, e também uma mascote dos jogos que era uma Capivara chamada Gripada.  

AUTOCRÍTICA:

Acredito que a culpa da morte do projeto é a sua natureza pouco palpável. O Lagoa Vermelha 2018 nunca teve um formato definida, ora pensava nele como um filme, ora como um evento, ora como uma visita ao Lula. Para completar, qualquer modelo de trabalho significaria dedicar mais tempo do que eu dispunha, e um bom projeto pessoal precisa ser, antes de tudo, pessoal - não no sentido de ter seu nome, mas sim na adequação a tua realidade de tempo e esforço que pode investir. 

Claro que é impossível para uma cidade do Brasil receber um evento que tem como tablado para os jogos a neve, mas não duvido que um emirado qualquer do oriente médio faça uma proposta semelhante nos próximos anos. 

Perspectiva

Tirando minhas  irmãs e meus primos, o primeiro amigo que tive se chamava Matheus (ou Mateus). Ele foi meu colega de creche, quando tínhamos pouco mais de 4 anos de idade. Nossas atividades favoritas eram ficar sujos de terra, correr empurrando pneus e desenhar. Posso dizer que gosto para o desenho nos unia, já que as outras atividades eram mais populares entre todos. 

Aliás, eu sempre fui melhor na minha infância desenhando do que fazendo amigos. Tanto que não consigo lembrar muita coisa do Matheus (ou Mateus), mas lembro da casa dele. Ou melhor, da casa que ele desenhava. Era mais ou menos assim, como a da esquerda:

E principalmente: lembro de dizer para ele que a casa dele não poderia ser daquele jeito, que casas não eram assim. E na verdade que casas eram como as da direita - e desenhava uma casa com a perspectiva “certa” ao lado.

Porém, eu estava tão errado quando Matheus (ou Mateus). A minha casa não era daquele jeito, inclusive eu morava em um apartamento. O que Matheus (ou Mateus) entendia e eu não, e talvez por isso nunca tenha mudado seu modo de desenhar, é que a representação de uma casa pode ser do jeito que ele bem entender. E que a complexidade do que simboliza ela não interfere na leitura que fazemos. 

Assim como pouco importa se o nome do meu amigo é Matheus com H ou sem H. Importa mesmo é que ele foi um bom amigo e que nos divertimos muito, e que para estas coisas são tão profundas e íntimas que a linguagem escrita, desenhada ou falada sequer consegue representar - e que se fosse representar, faria de forma imprecisa.



Dúvidas?